domingo, 23 de setembro de 2007


JOÃO, O CURADOR

João, o curador, era um homem espiritual. Tinha um consultório concorrido e lidava muito bem com a sua especialidade. Eram muitos os que a ele recorriam e eram curados; no entanto, sempre havia alguns, embora poucos, que não eram curados. João, porém, começava a sentir-se incomodado, pois sabia que a nova energia estava presente e que a Nova Era tinha chegado. João sentia-se desconfortável por várias razões. A principal era o fato de ser evidente que a sua prática de cura deixara de ter o êxito que tivera no passado. Em outras palavras, João não se sentia em paz consigo mesmo. Cada vez conseguia menos curas. E isto fez com que João se perguntasse se deveria continuar com a atividade de curador.

João meditava com freqüência, pois era um poderoso meditador. Essa prática guiava a sua vida, pois sabia como se comunicar com Deus, e escutava intensamente o que o Deus lhe dizia. Isto sempre tinha funcionado e ele sabia que voltaria a funcionar. João manteve uma conversação com os seus guias e com o seu “Eu Mesmo Superior”.

Quando João se sentou para meditar, os guias lhe disseram:

- Olá, João! Como está? (Os guias estavam muito familiarizados com ele e eram amorosos, como todos nós, aliás).

Mas João não percebeu a presença deles e tratou de dar início a sua cerimônia de respiração (sem ouvi-los). Momentos mais tarde, João já estava pronto e preparado. Mantinha os pés na posição correta.

- Oh Deus!... – começou a dizer.

E os seus guias logo o interromperam:

- Olá, João! Como está?

João respondeu:

- Preciso de ajuda. Nada está funcionando.

E começou a nomear as pessoas que tinham comparecido na sua consulta curativa. Perguntou:

- O que aconteceu com este? Estou trabalhando nas suas costas há muito tempo, mas não houve nenhuma mudança. Peço ajuda para este caso. Peço a cura para esta pessoa. Façam com que isso aconteça..., dêem-me isto... e isto... para que eu possa fazer o que tenho que fazer.

Eram tantos os pedidos que lhe ocorriam que dificilmente sabia o que precisava pedir. E os seus guias disseram:

- Oh! João, amamos você! Todo o poder que necessita está aqui; e estamos prontos para lhe ajudar.

E, de imediato, envolveram-no numa incrível onda de amor e ele sabia que se encontrava na presença de Deus.

João teve, assim, a impressão de ter encontrado as respostas, e que as coisas estavam a ponto de mudar. Mas, quando voltou a receber a visita do homem com o problema nas costas, constatou que o seu estado tinha piorado. João fez tudo o que sabia fazer, mas não conseguiu resultados. Voltou a mergulhar na meditação, e obteve os mesmos efeitos. Sentou-se durante algum tempo até ter a sensação de estar na posição correta, e Deus esteve ali e ele sentiu o amor dos seus guias e do seu “Eu Mesmo Superior”.

Eles lhe disseram:

- Oh! João, amamos tanto você. É tão poderoso!.

E ele voltou a pedir a Deus:

- Oh, por favor, mostre-me o que devo fazer na minha consulta.

E, assim, a vida do João continuou sem alterações.

João tinha uma irmã. O fato de que a sua irmã também tinha problemas de saúde era quase um insulto acrescentado a sua ferida, pois ele, igualmente, não conseguia obter resultados positivos. Assim, pois, sentou-se com ela, rezou e lhe enviou energia. Utilizou o seu conhecimento e as técnicas que sabia que funcionavam, mas a sua irmã não melhorou. Pelo visto, ela parecia permanentemente aborrecida.

Finalmente, depois de ter decorrido um tempo considerável, João fartou-se. Enraivecido, entrou tumultuosamente no seu espaço de meditação, sentou-se no divã e exclamou:

- Já estou farto! Onde é que vocês estão?

E os seus guias disseram:

- Olá, João, como está?

João sentiu-se tão abalado que quase caiu:

- Como conseguiram vir tão depressa? Eu ainda não estava preparado.

- Nós sempre estivemos aqui, João. – responderam os seus guia. - Estamos do seu lado, inclusive durante a consulta.

- Vocês me disseram que eu era poderoso - disse João – ofereceram-me respostas incríveis. Senti-as no amor que me enviaram. E, no entanto, não acontece nada. Estou nas últimas! O que posso fazer?

Os guias se situaram na frente dele e responderam:

- Oh, João, alegra-nos muito que tenha vindo. Mas, escuta o seguinte: não importa a boa qualidade do forno, porque a comida não ficará pronta enquanto os queimadores não atingirem a temperatura correta!

João, que não era bobo, perguntou-lhes:

- Os queimadores... sou eu mesmo?

E eles responderam:

- Sim.

E João perguntou:

- O que posso fazer?.

E Deus e os guias responderam:

- O que é que decide fazer?

João respondeu:

- Desejo cumprir o meu contrato!

Oh! quanta comoção se produziu quando João disse aquelas palavras. Pois era tudo o que os guias esperavam ouvir dele. Desta vez, João não especificou que costas precisavam ser curadas. Não especificou o que desejava concretamente, ou de onde deveria surgir o poder, ou em que dia deveria sentir-se melhor. João disse, finalmente:

- Desejo a cura para mim mesmo. Desejo cumprir o meu contrato. Desejo que a minha paixão se realize. Desejo fazer aquilo que vim fazer na Terra.

Através dos seus anjos, Deus lhe disse:

- João, demorou muito para pedir tudo isso, mas vai tê-lo! É seu, pelo simples fato de tê-lo pedido.

Nessa noite, quando João acabou a sua meditação, notou que algo tinha mudado, pois sentia uma nova paz. Sabia que as coisas seriam diferentes, mesmo antes de voltar ao consultório. Deus lhe disse que a única coisa que tinha que fazer era cuidar de si mesmo, e todo o resto viria por acréscimo. No dia seguinte, ao começar a consulta, estranhou que isso já tivesse começado a acontecer, pois foi fornecido um novo conhecimento: “Hoje vou a colocar as mãos aqui” – disse para si mesmo. “Isto é algo diferente. Ninguém me disse para fazer assim, mas sei que é assim que tem que ser feito.”. Os resultados foram imediatos. João sabia que o Deus estava espreitando por cima do seu ombro, guiando o seu olho e dizendo:

- Oh! Sim, muito bem. E agora experimenta assim... e assim....

João começava a alcançar resultados como até então nunca tinha alcançado. Disse para aqueles que vieram para a sua consulta que se preparassem para serem curados, e realizou uma cerimônia com eles, inclusive antes de tocá-los. Os clientes pensaram que ele tinha enlouquecido... até que ficaram curados. De imediato muitos outros correram para consultar João, o poderoso curador!

Então, João foi visitar a irmã. Dançou, literalmente, na casa da sua irmã, resplandecendo, pois sabia que a cura era iminente. Ela viu aumentar a sua própria luz! Desta vez não houve lamentações e, no entanto, ele sequer tinha lhe tocado! E a irmã disse:

- João, o que aconteceu? Estava tão preocupada consigo.

Tudo parou nesse momento. Então, João percebeu que o seu próprio tormento tinha se derramado sobre aqueles que tentava curar! Várias vezes entrou na casa da sua irmã e tinha arrastado a sua própria ansiedade consigo. De fato, havia entorpecido a sua saúde com a sua própria preocupação. Não era de se estranhar que nada funcionasse!

- O Espírito me disse que vai ser curada. - anunciou João com amor e sentiu que a paz de Deus preenchia os dois. Ela derramou lágrimas de alegria pelo conhecimento recém descoberto do seu irmão e agradeceu a Deus pelo esforço de cooperação que trouxera maravilhosos resultados. A sua irmã ficou realmente curada, porque estava preparada e porque João tinha se ocupado primeiro de si mesmo. Como resultado, o seu poder e a sua sabedoria foram enormemente intensificados. A intenção de João tinha mudado não só a sua própria vida, mas também a de todos aqueles que tocava a partir de então.

Fonte: Livro IV – “As Parábolas de Kryon”

sábado, 15 de setembro de 2007


A GRANDE LAGARTA PELUDA


O bosque transbordava vida e, debaixo do tapete de folhas que cobria o solo, a grande lagarta peluda falava ao seu grupo de lagartas discípulas. Não tinha mudado grande coisa na comunidade das lagartas. O trabalho da grande lagarta peluda era vigiar o grupo para que se conservassem e respeitassem os velhos costumes.
Ao fim e ao cabo, elas eram sagradas.
- Diz-se – falava a grande lagarta peluda, por entre mordidelas na sua comida de folhas – que há um espírito no bosque que está oferecendo a todas as lagartas um contrato novo e melhor. Mnhãm, mnhãm... Decidi conhecer esse espírito e aconselhá-las sobre o que vocês devem fazer.

- Onde é que vai encontrar o espírito? – perguntou uma das discípulas.
- Ele virá até mim – disse a grande lagarta peluda - Ao fim e ao cabo, como vocês sabem, não posso ir muito longe. Não há comida além do arvoredo. Não posso ficar sem comida, mnhãm, mnhãm.
Assim, quando a grande lagarta ficou sozinha, chamou em voz alta o espírito do bosque, e, pouco depois, o grande e tranqüilo espírito aproximou-se dela. O espírito do bosque era formoso, mas grande parte dele ficava escondida, posto que a lagarta não se movia do seu cômodo leito de folhas.

- Não posso ver bem o seu rosto - disse a grande lagarta.

- Vem um pouco mais para cima - respondeu o espírito do bosque com voz amável. - Estou aqui para que me veja.

Mas a lagarta continuava onde estava. Afinal de contas, esta era a sua casa, e o espírito do bosque estava ali porque ela tinha lhe convidado.

- Não, obrigada – disse a grande lagarta peluda. - Isso dá muito trabalho. Diga-me uma coisa: que é isso que andam dizendo por aí sobre um grande milagre, só disponível para as lagartas, e não para as formigas, nem para as centopéias? É mesmo só para lagartas?

- É verdade – disse o espírito do bosque. - Vocês ganharam um presente maravilhoso. E, se decidirem que o querem, dir-lhes-ei como consegui-lo.

- E como é que o ganhamos? – perguntou a grande lagarta peluda, ocupada com a sua terceira folha, desde o princípio da conversa. - Não me lembro de ter concorrido em algum concurso.

- Ganharam através dos seus incríveis esforços de toda a vida, ao fazerem com que o bosque continuasse sendo sagrado – disse o espírito.

- Pois claro! – exclamou a lagarta. - Faço esse esforço todos os dias, todos os dias. Sou a líder do grupo, sabe? Por isso está falando comigo… e não com outra lagarta qualquer.

Ao ouvir este comentário, o espírito do bosque sorriu para a lagarta, embora esta não pudesse vê-lo, posto que tinha decidido não abandonar a sua folha.

- De fato, há muito tempo que faço com que o bosque continue sendo sagrado – disse a lagarta. - E o que é que eu ganhei com isso?

- É um presente maravilhoso – respondeu o espírito do bosque. - Agora é capaz, através do seu próprio esforço, de se converter numa formosa criatura alada, e voar! As suas cores serão impressionantes, e a sua mobilidade deixará boquiabertos todos quantos lhe vejam. Poderá ir voando para onde quiser, dentro do bosque. Poderá encontrar comida em todas as partes, e conhecer novas e formosas criaturas aladas. E tudo isto pode ser feito imediatamente, se você quiser.

- Lagartas que voam?! – refletiu a peluda – É incrível! Se for verdade, mostra-me algumas dessas lagartas voadoras. Sempre quero vê-las.

- É fácil – respondeu o espírito. – Simplesmente, viaja para um lugar mais elevado e olha ao seu redor. Elas estão por todos os lados, saltando de ramo em ramo, e desfrutando de uma vida maravilhosa e abundante, ao Sol.

- Sol! – exclamou a lagarta. - Se realmente é o espírito do bosque, sabe que o Sol é demasiado quente para nós, as lagartas. Cozinha-nos!... Sim, não é bom para o nosso pêlo, sabe? Por isso, precisamos ficar no escuro. Não há nada pior do que uma lagarta com o pêlo feio.

- Quando se transformar na criatura alada, o Sol ressaltará a sua beleza – disse o espírito, amável e pacientemente. - Os velhos métodos da sua existência mudarão radicalmente, deixará os antigos hábitos de lagarta no solo do bosque e será lançada nas novas habilidades das criaturas aladas.

A lagarta ficou calada por um momento.

- Quer que deixe a minha cômoda cama e viaje para um lugar alto, ao Sol, para ter uma prova disso?

- Se necessita de uma prova, é isso que deve fazer – respondeu o paciente espírito.

- Não - disse a lagarta – não posso fazer isso. Preciso comer, sabe? Não posso ir para lugares desconhecidos debaixo de Sol, comendo moscas, enquanto houver trabalho aqui. É muito perigoso!... No entanto, se fosse realmente o espírito do bosque, saberia que os olhos das lagartas apontam para baixo, e não para cima. O grande espírito da Terra deu-nos bons olhos que apontam para baixo, para podermos encontrar comida. Qualquer lagarta sabe isso. O que pede, não serve para uma lagarta – disse a lagarta peluda, cada vez mais desconfiada. - Olhar para cima, não é algo que façamos com freqüência.

E, depois de uma pausa, acrescentou:

- E como é que conseguimos essa história voadora?

Então, o espírito do bosque explicou o processo de metamorfose. Explicou que a lagarta tinha que se comprometer a aceitar a mudança, uma vez que, começado o processo, não era possível voltar atrás. Explicou como a lagarta usava a sua própria biologia enquanto se encontrava no casulo, para transformar-se numa criatura alada. Explicou também que a mudança pediria um sacrifício, um tempo de escuridão silenciosa dentro do casulo, até que tudo estivesse pronto para a transformação numa formosa criatura voadora, multicolorida. A lagarta escutava em silêncio, sem interromper, exceto pelos ruídos da mastigação.
- Vamos ver se entendi – disse irreverentemente a lagarta. - Quer que todas nós nos coloquemos em marcha e tentemos nos ocupar com uma coisa biológica, da qual nunca ouvimos falar? Então, quer dizer que temos que deixar que essa coisa biológica nos encerre totalmente no escuro durante meses?

- Sim. - respondeu o espírito do bosque, que sabia perfeitamente para onde se encaminhava a conversa.

- E você, o grande espírito do bosque, não pode fazer isso por nós, não é verdade? Temos que ser nós mesmas que devemos passar pelo processo?... Pensei que tínhamos ganhado!

- Vocês ganharam-no – disse, tranqüilo, o espírito – e, ao mesmo tempo, também ganharam o poder de se converterem na nova energia do bosque. Inclusive agora mesmo, enquanto está sentada na sua folha, o seu próprio corpo já está equipado para fazer tudo isto.

- O que aconteceu com os dias em que a comida caía do céu, as águas se abriam, os muros das cidades desmoronavam, e outras coisas do gênero? Não sou boba, sabe? Posso ser grande e peluda, mas já estou aqui há algum tempo. Como o espírito da Terra faz sempre a maior parte do trabalho, tudo o que temos que fazer é seguir as instruções… De qualquer modo, se fizéssemos o que nos pede, morreríamos de fome! Toda a lagarta sabe que precisa comer o tempo todo...mnhãm, mnhãm... para continuar viva. O seu novo e grande contrato parece muito suspeito.

A lagarta pensou ainda um momento e rematou ao espírito do bosque:

- Olha… desaparece!

E, ao dizer isto, virou-se para ver onde daria a próxima dentada. O espírito do bosque foi embora em silêncio, tal como lhe fora pedido, enquanto ouvia a lagarta murmurando para si mesma:

- Lagartas que voam!... Mnhãm, mnhãm... O que mais virá?

No dia seguinte, a lagarta fez uma proclamação e reuniu as suas discípulas para uma conferência. Estava tudo parado, enquanto a multidão escutava intensamente para averiguar o que é que a grande lagarta peluda tinha a dizer acerca do seu futuro.

- O espírito do bosque é maligno! – proclamou a lagarta para as suas discípulas. Quer nos enganar e nos levar para um lugar muito escuro, onde certamente morreremos. Quer que acreditemos que os nossos corpos se converterão em lagartas voadoras e, para isso, tudo o que temos que fazer é deixar de comer durante uns meses!

Esta observação foi seguida de uma grande gargalhada.

- O senso comum e a história mostram como sempre funcionou o grande espírito da Terra – continuou a lagarta. - Nenhum bom espírito lhes levará para um lugar escuro!... Nenhum bom espírito lhes pedirá que façam algo – algo tão próprio de Deus – por vocês mesmas. Tudo isto são truques do espírito maligno do bosque.

A lagarta empertigou-se com a sua própria importância, pronta para o comentário seguinte:

- Ah! Mas eu estive com o maligno… e reconheci-o!

As outras lagartas aprovaram loucamente este comentário, e carregaram a grande lagarta peluda nas suas costas peludas, andando em círculos, ao mesmo tempo em que lhe agradeciam por tê-las salvo de uma morte certa.

Deixemos este festival de lagartas e, com cuidado, vamos nos elevar, através do bosque. À medida que a algazarra do solo vai desaparecendo nos nossos ouvidos, subimos acima do tapete de folhas que encobre o solo do bosque, em direção aos raios do Sol. Afastamo-nos pouco a pouco da sombra das folhas, até a área reservada aos que podem voar. E, à medida que a algazarra das lagartas em celebração se afasta dos nossos ouvidos, experimentamos a grandeza das lagartas aladas. Pousando de árvore em árvore, sob a luz brilhante do Sol, encontramos uma multidão de lagartas voadoras, de cores gloriosas, chamadas borboletas, cada uma delas encantada com o esplendor das cores do arco-íris… algumas delas eram velhas amigas da grande e escura lagarta peluda do solo, cada uma delas com um sorriso e com alimento abundante, cada uma delas transformada pelo grande presente oferecido pelo espírito do bosque.


Fonte: Livro IV de
Kryon – As Parábolas de Kryon

domingo, 2 de setembro de 2007

Querido Humano
Pergunta algo que já sabe? Ah, vocês, os humanos... sempre querendo que nós lhes demos as respostas que vocês já têm na ponta da língua... Ah, abençoada dualidade a de vocês! Justamente você, que deveria estar consciente disso, está perguntado aquilo que já sabe... sobre como se sente. Você já sabe como se sente!... Mas, está bem... vamos entoar aquilo que você gostaria de ouvir.

Você sabe muito bem que o seu ser espiritual, aquele que nunca deixa de existir, não está em consonância com o que conquistaram durante a viagem 2006. Não, o Ser não está em consonância porque sabe que você poderia ter feito mais, que poderia ter sido mais consciente, mais pontual, menos disperso... poderia ter organizado melhor o seu tempo e, principalmente, a sua intenção – que guia o seu tempo – para realizar tudo o que sabia que deveria ter feito.

Ah! É isso que gostaria de ouvir, não é mesmo? Queria que nós disséssemos isso, já que, certamente, não lhe agrada dizer a si mesmo. Que cômodo! Mas, está bem... não se preocupe. Honramos a sua necessidade de se repreender, se isto lhe faz sentir-se melhor com aquela parte de si que realmente sabe o que aconteceu.

Essa necessidade que manifesta é, na verdade, a necessidade que vocês, os humanos, costumam ter de buscar a aprovação ou a justificativa dos seus atos perante os demais, sejam humanos ou não. Compreendemos vocês, acreditem... mas também lhes incentivamos a se libertarem dessa prática que impede o desenvolvimento dos seus potenciais.

Querido, você sabe que nenhum de nós – nenhuma das partes multidimensionais que pertencem ao seu Ser – lhe julga por fazer ou deixar de fazer algo, visto que você, somente pelo fato de Ser, honra o propósito de existência, esse propósito que fez com que decidisse estar aqui e agora manifestando justamente toda a sua dualidade ao se perguntar se realmente fez certo ou, até mesmo, se fez errado, não se atrevendo a reconhecer que falhou por ter feito segundo os seus próprios critérios de qualidade de vida. Veja, que palavreado para tentar lhe consolar!

Você é único, querido, e, por isso, só você sabe o quê e como fazer o que sente para ajudar a cumprir o propósito divino pela qual decidiu ter nesta experiência humana... você, exatamente você, aquele que expande a sua Luz nos rincões mais escondidos de Tudo o que É.

Você é único e divino, e, por causa dessa singularidade que faz com que sinta em si a energia do Criador... só você pode saber o que está certo e o que não está. Só você pode decifrar os seus próprios códigos morais. Só você pode ficar satisfeito ou não por cumpri-los.

Tudo isto acontece, querido, porque você foi feito à imagem e semelhança da energia que plasma e unifica Tudo o que É em uma só imagem, aquela que os seus olhos constroem diante de si, passo a passo, dia a dia, cada dia da sua vida terrena, aquela que você escolheu e aquela que se realiza de acordo com os seus desígnios diários.

Quando você decidir Ser, todo o mundo conspira para que você seja, querido! Ou seja, você não somente é responsável por tudo o que lhe ocorre, mas também é o co-criador do Todo, pois os seus desígnios também ajudam a construir os desígnios dos demais, já que os outros também são grandes criadores dessa Matriz que nos vincula a Todos, vocês lá e nós aqui.

Vocês lá e nós aqui? Ou vocês aqui e nós lá? Não exatamente: vocês fingindo estar separados de nós, o seu “lá” e nosso “aqui”, porque, na verdade, não há “aqui” nem “lá”. Todos estamos juntos, fingindo que devemos estar separados para que este jogo de dualidade funcione de acordo com o programado.

Em sendo assim, querido, como julgar o saldo da “sua” viagem, sem deixar de falar da “nossa viagem”, da viagem que nós fizemos para manter conectada a trama interdimensional, que justamente permite que a viagem exista?

Essa parte de si que sabe tudo, mas que não reconhece que sabe, é, na verdade, uma parte de nós que, sim!, reconhece que vive em você. Essa reciprocidade, essa dualidade em equilíbrio, esse reconhecer e desconhecer conforme a mais perfeita regra do jogo que poderíamos ter imaginado para jogar juntos, em equipe: somos sócios e nos apoiamos reciprocamente através de nossas respectivas habilidades. Se são suas habilidades humanas, querido, como destacar e enaltecer as magnificências divinas?

Quando se pergunta sobre o saldo da sua viagem 2006 – porque agora é um tempo excelente para fazer a recapitulação, a revisão e para interiorizar o que se aprendeu – sugerimos que procure vislumbrar que tal saldo é o produto da união da sua agenda humana com a agenda divina, da agenda de toda a humanidade com a agenda de todas as missões espirituais da humanidade.

Claro que sim!, já que você, melhor que muitos, sabe qual é a ciência certa e que basta uma palavra bem colocada no momento mais adequado, que basta um pouquinho de informação lida oportunamente... para semear em outros, em muitos, a semente do despertar que fará com que nós, na grande matriz interdimensional, nos conectemos a níveis mais sutis, ou, em outras palavras, através daquilo que chamamos de “terceira linguagem”.

Querido, falamos diretamente porque você iniciou um diálogo conosco, procurando reconhecimento e respostas... mas não deve esquecer que a sua busca é a mesma que toda a humanidade, cedo ou tarde, empreenderá. Portanto, estas palavras são dirigidas para toda a humanidade que agora está aproveitando as circunstâncias especiais e motivadoras de um encerramento de ciclo anual, para realizar um balanço do que foi vivenciado.

Humanos, na sua visão linear, parece que algo termina hoje, 31 de dezembro de 2006, e que algo novo começa amanhã, 1º de janeiro de 2007. Não estão totalmente equivocados, eis que, na sua experiência humana, é assim que ocorre. Entretanto, no que diz respeito a nossa conexão interdimensional, nada mudou... exceto que o marcador linear humano, que mede o compasso do tempo, constituiu-se há séculos – em um momento propício para ativar a semente da espiritualidade através da necessidade de compreender o que estava certo, o que estava errado, e, sobretudo, para declarar o propósito de ser cada dia melhor.

Queridos, nesse tempo humano propício para a reflexão interna, nós vemos surgir uma janela coletiva de oportunidade que lhes pode ajudar efetivamente a estabelecer a diferença na existência. Atravessem essa janela de oportunidade com a plena consciência de tudo o que fizeram, ou realizaram, até agora, ativando uma integração conjunta de propósitos humanos espirituais. Façam isso sabendo que agiram seguindo as batidas do seu coração, as quais estavam, estiveram e estão sempre alinhadas com um plano ulterior e mais elevado... posto que a intenção espiritual pura está em consonância com as recomendações do seu coração.

Concluímos sugerindo que evitem lamentar-se, duvidando de si mesmos e de suas intenções, pois o Espírito está sempre alinhado com cada uma delas, seja qual for. Não se lamentem, duvidando das suas conquistas, pois elas honram os propósitos mais elevados da existência e permitem que a Matriz esteja viva e ancorada em cada propósito do Ser. Não se lamentem, duvidando da viabilidade dos seus projetos, eis que o fato de criá-los e de colocá-los em prática honra a sua verdadeira viabilidade e torna possível a aprendizagem de muitos de vocês... e de nós também (se soubessem o quanto aprendem de tudo o que lhes acontece na última hora...), pois nós não estamos isentos de aprender. A aprendizagem do Ser nunca para, porque é o verdadeiro impulsionador da consciência, que torna possível a vida em todos os níveis da existência.

Eu sou Kryon e estou em serviço para a Humanidade.

Através do grupo de entidades angelicais que fazem parte de mim e através de todos os meus porta-vozes, conhecidos publicamente ou não, estou disposto, aqui e agora, de lhes oferecer uma mensagem alentadora que sirva de consolo para vocês crescerem. Eu sou o seu alento de vida e vocês têm a vida que retém o alento e o processa para crescer! Aceitem o meu consolo e façam com ele o que acharem melhor, mas, se puderem senti-lo dentro do seu coração, o propósito desta breve mensagem estará cumprido e terá lhes ajudado a crescer.

E assim é.

Kryon
Canalizado por Mario Liani

Tradução do espanhol para o português do Brasil:
Ana Cristina Moraes Warpechowski

Revisão e edição:
Ana Rachel Salgado

Oração de Co-Criação

Eu (teu nome)
tenho fé que o meu “Eu Superior” é sempre meu instantâneo,
constante e generoso supridor.

Eu ...
tenho fé que o meu “Eu Superior” sempre abre os meus caminhos,
ainda que, humanamente, possa parecer que não existam meios.

Eu ...
tenho fé que o meu “Eu Superior” guia sempre todos os meus projetos,
mantendo a minha saúde, felicidade e prosperidade.

Eu ...
tenho fé que a minha paz interior está sempre segura com a ajuda do meu “Eu Superior”, que é o meu Eu mais elevado e a parte de Deus que está em mim.

Com licença do Grande Espírito, que tudo rege e tudo governa.
Com licença da Mãe Terra, justa, generosa e dadivosa.
Com licença dos Quatro Elementos, das Quatro Direções Magnéticas e de todos os Devas Supralumínicos, Eu ... saúdo a todos e honro o fato de estar junto de vocês.

Com licença de todos os meus Guardas e Guias Espirituais
e da Grande Fraternidade Branca,
Eu ... nesta hora e neste momento,
convoco todos os Seres de Luz que tutelam os meus caminhos,
para lhes pedir afeto, bondade, compreensão, ajuda, conselhos, informação, instrução, sabedoria, Luz, muita Luz, para que juntos possamos percorrer o caminho
que foi traçado por nós mesmos, nas mais altas regiões do Espírito.

Através de vocês, Amados Guias, Eu ... dirijo-me à fonte criadora do Espírito:

Como ser multidimensional que sou,
Eu ... afirmo que eu sou sagrado e mereço estar aqui na Terra,
para receber suas respostas, querido Espírito, meu magnífico sócio.
O que posso fazer para ser um melhor sócio seu?
O que quer que eu saiba?
O que deveria fazer agora? Onde deveria estar agora?
O que devo fazer para que aconteçam os eventos adequados na minha vida?
Dá-me as instruções para atuar, dá-me a sincronicidade no meu viver,
que me mostre as respostas, e eu lhe responderei
estando alerta para evitar acidentes na minha vida.

Eu ... como ser multidimensional que sou,
festejo o meu compromisso de estar neste lugar,
pois eu vivo no Agora, tenho a minha paz, tenho a visão da totalidade e sei que as soluções estão esperando até que eu chegue no Agora,
pois ao planejar todas as provas que devia assumir nesta vida,
desde o mais profundo da minha sabedoria interdimensional,
eu criei todas as soluções, pois não há lugar dentro de mim
onde a criatividade não se manifeste.

Eu ... como ser multidimensional que sou,
apago agora todos as cláusulas de todos os meus antigos contratos
e decreto agora a minha renúncia definitiva
a todas as crenças, implantadas ou não, que eu possa ter;
eu decreto agora a minha renúncia definitiva a todos os votos e decretos
que tenha pronunciado no passado, em qualquer tempo e em qualquer instante. Principalmente, eu renuncio a todos os votos de pobreza, doença, dor,
sofrimento, solidão emocional e vazio existencial.

Eu ... renuncio todos esses votos e decreto que os libero definitivamente de mim, curando e limpando os registros cármicos de todos os meus processos evolutivos.

Eu ... perdôo, curo e liberto tudo aquilo que, consciente ou inconscientemente,
possa retardar ou obstaculizar a completa evolução
de todos os níveis multidimensionais do meu ser.

Eu ... como ser multidimensional que sou,
decreto agora a minha evolução pessoal e, portanto,
eu co-crio o meu futuro e co-crio a minha própria realidade,
pois sempre estou no lugar correto e no momento apropriado.

Em virtude disto, Eu ... expresso agora a minha intenção
de ir onde tenha que ser levado, de acordo com o Plano Divino,
e peço que cheguem até mim, juntos e sem esforço,
somente os conhecimentos, as pessoas, as oportunidades e os recursos materiais necessários que me permitam manifestar a Vontade Divina nesta realidade física.

Eu ... como ser multidimensional que sou,
escolho usar os novos dons do Espírito para manter-me equilibrado
e para ter o poder de eliminar qualquer coisa negativa
que tente se interpor no meu caminho.
Nada negativo pode me perturbar.
Portanto, co-crio que a minha vibração mude e aumente paulatinamente
a níveis mais sutis e inter-dimensionais.

Eu ... co-crio a minha cura física e decreto o despertar da minha memória celular.
Eu, em virtude disto, de maneira adequada e sagrada,
dirijo-me agora a você, Querido Corpo:

Estamos juntos nesta vida e juntos nos curamos,
juntos temos o poder de nos imunizarmos de qualquer processo
que possa deteriorar a saúde do nosso sistema físico.
Juntos nos regeneramos, juntos nos rejuvenescemos
e juntos temos o poder de retardar a liberação da química hormonal que envelhece,
pois juntos desativamos por tempo indeterminado o envelhecimento de nossas células, tecidos, órgãos e funções, e reconectamos no nosso Ser, de forma harmônica e equilibrada, os 12 códigos do DNA, para alcançar os 12 níveis superiores
de conhecimento espiritual, emocional, físico e mental.

Da mesma forma, juntos agora ativamos
o crescimento e o funcionamento da nossa glândula pineal,
para sentir as freqüências mais altas de pensamento
que proporcionam o conhecimento,
e para colocar em ação o processo de ascensão que está gravado no nosso DNA.
Agora, cada célula nossa já sabe, proclama a sua intenção e atua em conseqüência, mantendo ótimos níveis de constante boa saúde e rejuvenescimento físico,
mental, emocional e espiritual nos nossos sistemas.

Eu ... crio o meu mundo, sou livre do espaço e do tempo,
como também faço parte de Tudo o que É.
Eu honro esta Terra, honro a minha própria existência, vivo no Agora
e aceito a minha realidade presente.
Eu aceito o que tenho, aceito o que sou e aceito Ser, pois eu sei que a gratidão
pelo momento presente e pela plenitude da vida Agora, é a verdadeira prosperidade
que continuamente me é manifestada, de muitas formas.
Portanto, Eu estou em contato permanente com todos os níveis do meu Eu Multidimensional, que desfrutam de total prosperidade material,
a qual é manifestada totalmente
no nível multidimensional onde agora está esta parte expandida de mim,
aqui, Agora, no plano da Terra.

Eu ... mereço estar aqui, agora, e sou merecedor de muitas coisas boas.
Portanto, libero-me e compreendo que mereço a abundância para suprir
todos os meus desejos e necessidades, e compreendo que o Espírito está
aqui para dar-me amor, paz, equilíbrio, saúde e prosperidade.
Somente as coisas boas se aderem a mim, pois eu sou uma peça da Totalidade
e sou Perfeito perante o olhar do Espírito.
Nenhuma palavra humana pode mudar o Eu Sou,
pois Eu Sou o Que Sou e mereço estar agora, neste lindo lugar chamado Terra.

Eu Sou o Que Sou.
Eu Sou Tudo o Que Sou.
Eu Sou Tudo o Que Sou e Tudo o Que É.
Eu Sou Uno com o Todo.

De acordo com o Plano e com a Vontade Divina, Eu ...
como ser multidimensional que sou, convoco todos os Mestres Ascensos
e todos os Seres de Luz que estejam envolvidos com os conhecimentos que deva receber, para que me transmitam a totalidade de tais conhecimentos
nos níveis adequados e me indiquem como proceder
para a sua interpretação, aplicação e divulgação,
para, assim, honrar e co-criar harmoniosamente o matrimônio total
com o contrato de aprendizagem que eu mesmo assinei com o Espírito.

Em nome do Espírito, Eu ... co-crio que enfrento a mudança sem medo
e sem participar em nenhuma situação apocalíptica coletiva.

Em nome do Espírito, Eu ... co-crio as qualidades do perdão
e da compaixão incondicional, o amor inter e intrapessoal
e a perfeita saúde física, mental e espiritual.

Em nome do Espírito, Eu ... co-crio a obtenção do conhecimento desta nova energia,
com todos os seus alcances, todas as suas ferramentas e no mais puro amor,
para utilizá-lo para o meu próprio bem, sabedoria, maestria
e para a orientação e o bem de toda a humanidade.

Em nome do Espírito, Eu ... co-crio a mais alta energia espiritual
criadora de todo o tipo de recursos intelectuais, espirituais e materiais,
para divulgar corretamente, apropriadamente e com desapego
todos os conhecimentos que me serão indicados e para obter sem esforço
todos os recursos financeiros que sejam necessários para realizar correta e apropriadamente a minha missão, para viver tranqüilamente, com qualidade de vida,
e para compartilhar com outros a minha prosperidade material.

As coisas possivelmente nunca sejam aquilo que pareçam...

Portanto, Eu ... como ser multidimensional que sou, nesta hora e neste momento,
peço ser envolvido na Luz Branca Dourada da Criação,
para trabalhar integralmente com a Divina Presença,
acima das minhas prováveis crenças ou limitações,
para estar permanentemente conectado,
com alta percepção e adequada expressão,
para atuar sempre de acordo com o Plano Divino da Luz,
honrando ao Espírito e aos desígnios superiores do Plano Mestre de Tudo o Que É.

Eu ... libero completamente e com total confiança o resultado desta afirmação,
coloco-o nas mãos do Espírito, do meu Eu Multidimensional
e me desapego do processo.

Assim é.

Tradução do espanhol para o português do Brasil:
Ana Cristina Moraes Warpechowski

Revisão e edição:
Ana Rachel Salgado